Via ferrata Cascata do Sorrosal, Espanha

Via ferrata Cascata do Sorrosal, Espanha

Enquadrada num cenário idílico, encontramos a via ferrata Cascata do Sorrosal, uma das mais interessantes vias ferratas espanholas.

Na província de Huesca, à entrada do Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido, encontramos uma pequena povoação chamada Broto.

Este pequeno povoado, de cerca de meio milhar de pessoas, para além da sua beleza intrínseca, é o ponto de partida para muitas aventuras mas onde se destaca a via ferrata Cascatas do Sorrosal.

Afastado dos olhares menos curiosos, um forte curso de água do rio Sorrosal, mas que é mais conhecido o Barranco do Sorrosal, entronca no rio Ara.

Subindo este curso de água facilmente encontraremos o início da via ferrata.

A via ferrata Cascatas do Sorrosal está classificada como K3 na escala de Hüsler (pouco difícil) e tem alguns períodos do ano em que se encontra encerrada.

Começamos subindo uma grande parede com ajuda de uma escada metálica.

Ao nosso lado, a grande cascata que dá nome à via ferrata e que desde o início nos impressiona, cai uns 60 metros diretamente para um poço que a dita cascata tem vindo a escavar ao longo dos tempos.

Percebemos que a escadaria termina num buraco onde acabamos por entrar. Efetivamente é um túnel que nos dá acesso ao interior do canyon onde iremos continuar a nossa aventura.

Percorremos este túnel que não tem luz e que os nossos frontais vão iluminando. No chão corre alguma água do rio, molhar os pés torna-se quase inevitável e o desafio é chegar ao final com os pés secos.

A saída do túnel é um daqueles “uuuaaauuu” que continua na nossa cabeça depois de nos calarmos. A boca continua aberta ainda por mais algum tempo.

Depois de muito sobe e desce, chegamos a uma zona onde vemos o vale e onde Broto nos parece uma aldeia de brincar.

Resta-nos descer para dar como finalizada a aventura.

É uma pequena aventura que não se esquece, uma daqueles que vemos nas revistas e nos põe a sonhar mas que afinal de contas, com a ajuda certa também pode fazer parte das nossas memórias.

Venha comigo.

David Monteiro

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